Erros na instalação de metais sanitários (e como evitá-los)

Um metal sanitário de alto padrão, instalado de forma incorreta, entrega metade do resultado que poderia. Goteiras, oscilações de temperatura, jato irregular, ruído na tubulação — boa parte dos erros na instalação de metais sanitários relatados em banheiros e cozinhas depois da obra não são falhas de produto. A instalação incorreta causa grande parte desses problemas.

Conhecer esses erros com antecedência é uma das formas mais eficientes de proteger o resultado do projeto, tanto para o arquiteto que especifica quanto para o consumidor que investe. E, na maioria dos casos, evitá-los é mais simples do que parece.

1. Instalar sem verificar a pressão da água

Este é o erro na instalação de metais sanitários mais frequente e, ao mesmo tempo, o mais fácil de evitar. Cada metal sanitário tem uma faixa de pressão de operação recomendada pelo fabricante. Fora dessa faixa, o produto não funciona como deveria.

Com pressão abaixo do mínimo, o jato fica fraco e irregular. Aeradores não funcionam corretamente. Duchas de teto perdem sua principal característica: a experiência de chuva suave e constante. Com pressão acima do máximo, vedações se desgastam mais rápido, conexões podem desenvolver micro vazamentos e o ruído na tubulação aumenta.

Antes de qualquer instalação, verifique a pressão disponível no ponto hidráulico com um manômetro. Se a pressão for inferior ao mínimo, um pressurizador resolve. Se for superior ao máximo, um redutor de pressão é a solução mais indicada.

2. Usar vedação inadequada

Além disso, vedação é o elemento que garante que as conexões entre o metal e a tubulação sejam impermeáveis. Usar o material errado, aplicar em quantidade insuficiente ou não aplicar corretamente são erros que levam a vazamentos silenciosos, aqueles que só aparecem semanas depois da instalação, geralmente após a aplicação do revestimento na parede.

Instaladores usam principalmente PTFE e graxa de silicone na vedação dos metais sanitários. Cada um tem sua aplicação específica.

3. Apertar demais as conexões roscadas

Existe uma ideia equivocada de que quanto mais apertada a rosca, menor o risco de vazamento. Na prática, o excesso de torque é uma das causas mais comuns de danos em metais sanitários logo após a instalação.

Metais como latão e aço inoxidável têm alta resistência mecânica. Mas as roscas internas das peças, especialmente em acabamentos mais delicados, podem sofrer deformações quando submetidas a torque excessivo, comprometendo tanto a vedação quanto a integridade do produto.

A regra geral é apertar até sentir resistência firme, evitando excesso de força. Quando ainda houver vazamento, normalmente o problema está na vedação, e não na intensidade do aperto.

4. Ignorar a compatibilidade entre louças e metais

O ideal é especificar torneiras, cubas e bacias sanitárias em conjunto. Um dos erros mais comuns em reformas, especialmente quando se troca apenas os metais sem alterar as louças, é não verificar se o novo modelo é compatível com a louça existente.

Os principais pontos de atenção são o diâmetro e o espaçamento dos furos. Torneiras de bancada precisam ter o espaçamento entre as conexões compatível com os furos da cuba. Em cubas de apoio com furo central, torneiras com conexões afastadas simplesmente não se encaixam. Quando a reforma mantém a cuba original, um diâmetro diferente no novo modelo pode inviabilizar a instalação sem adaptação.

Os produtos DAX são base Deca e podem ser utilizados com adaptadores para outras bases. Ainda assim, antes de escolher o metal, levante as especificações técnicas da louça instalada. Definir louça e metal juntos, desde o início do projeto, elimina essa fonte de imprevistos.

5. Não planejar a hidráulica antes de instalar duchas embutidas

Duchas de teto e chuveiros embutidos exigem que a tubulação seja planejada e executada antes do fechamento das paredes e do teto. Esse ponto parece óbvio, mas é frequentemente negligenciado em reformas onde a troca do chuveiro é decidida tardiamente.

Um dos erros na instalação de metais sanitários mais comum é tentar adaptar uma ducha de teto a uma tubulação planejada para um chuveiro de parede convencional. O resultado é um percurso de tubulação improvisado que, além de comprometer o resultado estético, cria pontos de pressão irregular e dificulta manutenções futuras.

6. Não testar a instalação antes de fechar as paredes

Mais um dos erros na instalação de metais sanitários tem as consequências mais graves: vazamentos descobertos depois que o revestimento foi aplicado exigem quebrar paredes para acesso, representando custo e prazo significativos para a obra.

O procedimento correto é testar todas as conexões sob pressão antes de fechar qualquer parede. O teste deve durar pelo menos 15 minutos com o sistema pressurizado e incluir verificação visual de todas as conexões, especialmente as de acesso mais restrito.

A instalação como parte do projeto

O metal mais bem especificado do mundo entrega resultado abaixo do potencial quando instalado sem critério. Por isso, a instalação não é o passo que vem depois do projeto, ela é parte do projeto.

Verificar a pressão disponível, usar a vedação correta, testar as conexões antes de fechar as paredes: são etapas que não adicionam custo significativo à obra, mas que fazem a diferença entre um resultado que funciona e um resultado que decepciona.

Com a garantia de 10 anos dos produtos DAX, o compromisso com a durabilidade começa na fábrica. Mas ele precisa ser honrado também na instalação. Porque um produto feito para durar merece uma instalação à altura.

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